Orientação Escolar e Vocacional

No momento em que concluem o 9ºano, os alunos integrados no Sistema de Ensino Português, confrontam-se pela 1º vez com a necessidade de serem eles próprios a tomar decisões de grande relevância no que diz respeito ao seu futuro pessoal e escolar.

Por volta dos 15 anos de idade são assim chamados a optar e fazem-no no decorrer do período da adolescência, com todas as dúvidas e mudanças internas que este período acarreta. Nesta etapa do desenvolvimento humano, os jovens procuram conciliar o abandono da infância com a iminente entrada na vida adulta, definem-se, ganham uma nova e emergente consciência de si e questionam-se, obtendo respostas que lhes proporcionam auto-conhecimento e os ajudam a estruturar-se em termos da construção da sua identidade.

O próprio desenvolvimento vocacional deve ser entendido no âmbito mais lato da construção dessa identidade. Ao questionar-se sobre quem é, sobre quem quer ser, ou sobre as actividades profissionais que espera vir a desempenhar, o jovem está a reorganizar informação, a conferir-lhe um sentido e, consequentemente, a construir um sentimento de coerência identitária.

A necessidade de viver o período da adolescência com serenidade e tempo para crescer é de tal ordem, que a própria sociedade concede aos jovens aquilo que Erickson designou de “moratória psico-social” – período de espera ao longo do qual é suposto envolverem-se em actividades de exploração e experimentação que lhes permitam conhecer-se e conhecer actividades que pretendem vir a desempenhar profissionalmente no futuro. É neste contexto que a orientação escolar e vocacional pode constituir-se como uma mais valia em termos do desenvolvimento vocacional de qualquer jovem.